domingo, 30 de outubro de 2011

Crónicas de Domingo - A nossa Administração Publica

Ao ler a maioria dos jornais esta semana, deparei-me com uma enorme preocupação por causa das declarações do Primeiro-Ministro sobre o facto de termos de empobrecer para voltarmos a crescer; mas também pela questão da reforma da Administração Publica.



Muito se discute o que ganham os funcionários publicos, os seus gestores, a qualidade do serviço, as pontes oferecidas, entre outras questões. Também não faltam discussões a comparar o Sector Publico e o Sector Privado como se fossem duas equipas a jogar no mesmo campeonato e a quererem rivalizar um com o outro. Só mesmo em Portugal é que funcionários publicos e privados se odeiam e pior do que tudo têm inveja um do outro.



Isto acontece porque o privado acha o publico um preguiçoso, que só trabalha até às quatro da tarde e ainda por cima o serviço é de má qualidade. Existe no sector privado um certo cinismo em relação ao seu rival. Só vai para o sector publico quem não quer trabalhar e quer ter reformas de peso. Esqueci-me falar dos contratos vitalícios que garante o dinheirinho ( mesmo que seja pouco..) até ao fim da vida. E não há cá despedimentos.



O Sector publico não gosta do privado porque este ganha dinheiro a mais,tem maior liberdade e menos regras para cumprir. Apesar de trabalharem horas sem fim e muitas das vezes em condições precárias, o sector privado tem uma melhor qualidade de vida e as oportunidades de subir na vida é bastante maior.



Para além disto, também a politica está envolvida neste clima : a Direita gosta mais do privado enquanto a Esquerda vai para a rua em honra do publico.




Este é o resumo de uma guerra que vai continuar no nosso país. Há uma verdade que não pode ser escondida : a Administração Publica precisa de uma reforma profunda e de ser melhorada substancialmente. Quem sabe até repensada no seu modelo de funcionamento e também a nivel dos ordenados.



Há muito que em Portugal se fala de uma reforma da AP, mas ninguém a faz. O que os governos dizem sempre que chegam ao poder é que vão fazer a maior e melhor reforma da Administração Publica jamais feita no nosso país. Chega ao fim da legislatura e tudo continua por fazer. A criação de uma comissão no Parlamento seria um bom começo.



A culpa não é de ninguém em particular, pois todos os partidos prometeram uma volta enorme na hora da conquista do voto.


O que este governo tem feito já é um bom começo, mas é preciso ir mais longe. Depois é fazer as contas de quanto se poupou....


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Fim de uma Era

O Coronel Muammar Kadafi morreu ontem vítima de um ataque brutal dos seus compatriotas. Pelas imagens difundidas na televisão e Internet, a morte do general foi cruel, tal e qual a forma como tratou durante 42 anos a sua população.




O desfecho só podia ser este, sendo Kadafi um lutador nunca iria abandonar o seu país. Aliás, o próprio disse que iria morrer na Libia, e assim irá cumprir o seu sonho. Nem fazia parte do "status" de Kadafi fugir e abandonar a luta, sabendo de antemão que poucas hipóteses tinha de sobreviver.



A forma como o povo se uniu e conseguiu capturá-lo e posteriormente matar uma pessoa que durante décadas foi lider de uma Nação é de coragem. Mostra bem que o poder está todo nas pessoas e não nos seus governantes. Naquele momento não houve nenhuma hesitação por parte da população e Kadafi era apenas mais um no meio daqueles rebeldes. O poder que durante anos lhe permitiu cometer atrocidades não lhe valeu naquele instante. Kadafi era um cidadão normal .....



Se duvidas ainda havia, ontem as imagens do Grande Lider dissiparam tudo : Ou os lideres do Médio Oriente mudam a sua forma de governar ou acabam como a Cobra. Mubarak também já está por detrás das grades.



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

E a todos Jardim ganhou....

Muitos encararam os resultados das recentes eleições na Madeira como uma derrota para Alberto João.


O facto de ter perdido a maioria absoluta dos votos e não dos deputados fez ecoar um enorme sururu à volta de todos os partidos que há anos desejam a queda do ditador madeirense.




Para Alberto João foi seguramente uma vitória e como ele bem fez questão de frisar, o seu partido é a Madeira e a sua gente. Não importa se ganha com com 25 ou 42 lugares no Parlamento, porque para ele o mais importante é continuar a deter o poder nas suas mãos.



Esta vitória significa continuar a fazer o que quiser sem ter que ouvir qualquer tipo de oposição, no parlamento ou na rua. Até porque o principal opositor é um CDS que não vai levantar muitas ondas para não perturbar a coligação governamental. Fará ruído em casos pontuais. Já para nem falar do PS que não existe na ilha mágica.



Em 2015 já ninguém se lembrará do buraco financeiro da Madeira, porque entretanto, esta já recebeu dinheiro extra para a recuperação financeira. E o mérito será de Alberto João e não de Vitor Gaspar.



Tendo em conta as circunstâncias e o ruído que se fez à volta destas eleições, o ditador madeirense obteve uma vitória. E por certo estará pronto para mais uma batalha.....



Com ou sem buraco...



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Grécia : a primeira vítima

As notícias sobre a falta de dinheiro na Grécia são cada vez mais recorrentes. Primeiro não havia dinheiro até Outubro agora parece só haver até Novembro.

Recentemente foi aprovado um novo pacote de ajuda à Grécia, só que parece não ter o resultado pretendido.

Há ano e meio que adivinhamos a falência grega, só estando à espera do momento em que o Primeiro-Ministro Papandreou vai anunciar ao país a "morte" financeira do seu país.

Se a Grécia está à beira de falir, o caminho que Portugal vai percorrer será o mesmo. Não tenho a certeza se iremos ter o mesmo sucesso da Irlanda, mas pelo que vejo todos os dias é uma quase falência técnica. Ou pelo menos caminhamos para lá......

O anuncio de mais austeridade faz lembrar o que está a acontecer no Mediterrâneo, só que o alarme ainda não soou pelo facto do governo ainda estar há pouco tempo em exercício. Justiça seja feita que os nossos governantes nos têm alertado para a necessidade de fazermos sacrificios.

A grande diferença em relação ao anterior executivo é que não nos têm mentido.

O próximo ano de 2012 vai ser decisivo, pois vamos ser o unico país do mundo que não vai crescer.

É necessário medidas que estimulem a economia e em tempos de crise é preciso redobrar o investimennto. Ao contrário do que muitos fazem, que é cortar custos e pessoal; é importante que se descubram novas formas de poupar mas igualmente de gerar riqueza.

Só assim se avança contra a austeridade.